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Mercado secundário: como montar um portfólio de seguros de vida?

Atualizado: 24 de jan. de 2020

Já falamos sobre o tamanho e o potencial bilionário do mercado secundário de seguros de vida nos Estados Unidos. Hoje, a ideia é conversar com você sobre como funciona na prática um portfólio de apólices de seguro de vida, utilizado como um investimento alternativo.


O investimento começa pela organização dos títulos que serão comprados, geralmente dentro de uma trust, na maioria das vezes, administrados por grandes bancos de investimento como UBS, Chase, Bank of America, etc.


Na prática tratam-se de apólices de seguro de vida, compradas por fundos de investimentos, bancos, na vida de terceiros, sendo utilizado pelas maiores companhias de seguros globais. Um Mercado de mais de 75 bilhões ano hoje nos Estados Unidos.



O retorno, como é de se supor, acaba garantido pelo fato de que todos nós morremos, inclusive os titulares dos seguros de vida, Vejamos como esses estudos são feitos.


Vejamos um exemplo prático: Antes de uma apólice de vida ser comercializada, (vendida nesse Mercado secundário) o detentor do título (segurado) passa por uma avaliação médica realizada por três médicos especialistas. O laudo deste processo vai basear a estimativa de vida restante desse segurado. Baseado em um cálculo atuarial e com esses relatórios médicos, chega-se a uma data “em número de meses” que por exemplo um segurado de 70 anos de idade virá a falecer. Com isso o banco pode comprar esse contrato, indenizar o segurado por um valor maior do que se ele cancelasse o contrato e resgatasse o dinheiro, e a partir desse momento o banco passa a ser o “dono” e “beneficiário” do contrato. Todos ganham. Funciona como um mero e simples desconto de duplicata. A garantia do banco por sua vez, é que quando o segurado falecer ele tem a posição de beneficiário, recebedor do montante segurado.


Voltando a nosso exemplo, ainda assim, as seguradoras colocam mais 24 meses de reserva, além dos meses estipulados por esse prontuário medico, tornando o risco ainda menor, praticamente zero.


Em geral, os contratos geram uma média de retorno entre 65% a 70% em um período de 4 a 7 anos. A rentabilidade, em um cenário ruim, chega a 9,28% ano e no melhor cenário pode ultrapassar os 20% ao ano, em dólar.


De acordo com estudo realizado por João Vinícius de França Carvalho e Luís Eduardo Afonso, publicado na Revista Brasileira de Economia, o mercado secundário, também chamado de death bonds, apresenta “alta atratividade do produto por parte dos investidores, uma vez que o death bond traz taxas de retorno significativamente positivas e bastante altas”, e como dito acima com garantias. Todos morreremos!!!


A pesquisa da dupla levou em consideração a incidência de doenças graves e a mortalidade dos perfis de quem contrata esse tipo de produto.


Entre as conclusões do trabalho estão as ideias de que o “câncer é uma doença que quando diagnosticada em estágios tardios, pode apresentar menores probabilidades de cura. Para estudos futuros, pode-se pensar na análise para outros tipos de doença ou na modelagem mais refinada da curva de probabilidade de morte, além de outras possibilidades de seleção adversa”.


Outro ponto que merece ser mencionado no mercado secundário de seguros de vida é que a inadimplência praticamente inexiste e as seguradoras oferecem garantias para que isso não ocorra.


Matéria publicada neste ano pela Bloomberg Newsweek, mostrou que existe um mercado movimentado de death bonds na Alemanha e em Londres, o que poderia chamar a atenção de mutual funds e sua consequente securitização.


Investir no mercado secundário oferece segurança, garantia e rentabilidade. Já passou da hora de pensar nisso, não acha?

Para quaisquer dúvidas, entre em contato: rogercorrea.com.br/contato

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