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Economia: Câmbio Histórico

Atualizado: 24 de jan. de 2020

Se até meados do século XX, a economia mundial era regida pelo chamado padrão-ouro-quantidade do metal precioso que definia o valor das moedas de cada país – o dólar ganhou esse espaço e até hoje é a principal referência de solidez.

A série de cotações do dólar, como moeda, sofreu variações ao longo dos anos, em sua maioria devido às crises mundiais.

Um exemplo disso foi a vitória de Donald Trump nas eleições de 2016, que por ter sido um fator de surpresa, fez com que a moeda valorizasse e se tornasse um porto seguro para os investidores.



Nos momentos em que a economia mundial sofre alguma turbulência é natural que o movimento de compra de dólar aumente, até como fator de proteção.


Um sinal disso é que, desde 2002, o dólar depreciou mais de 40% em relação a uma cesta das principais moedas, ponderada pelo comércio de seus países com os Estados Unidos. Nos últimos dois anos, o dólar ponderado pelo comércio caiu 15%. O declínio no valor do dólar americano, com a tendência levantou preocupações de que poderia levar a uma inflação mais alta. Afinal, é provável que um valor menor do dólar aumente o custo das importações, o que pode aumentar os preços ao consumidor.


Segundo o Federal Reserve, países com taxas relativamente rápidas de desvalorização cambial após o desmembramento do Sistema Bretton Woods tiveram taxas de inflação relativamente altas.


“Por exemplo, a moeda da Suécia depreciou-se em média 5% ao ano entre 1973 e 1985 contra o marco alemão, e sua taxa de inflação anual foi da ordem de 4 pontos percentuais acima da inflação alemã no mesmo período. Além disso, até a última década, muitos países da América Latina foram afetados por uma combinação de inflação cronicamente alta e depreciação da taxa de câmbio. O peso mexicano depreciou-se em média 31% ao ano em relação ao dólar entre 1977 e 1995, enquanto a taxa de inflação mexicana ficou em média 30% ao ano superior à taxa de inflação norte-americana”.


Nos últimos meses aumentaram as apostas de que o Fed deve aumentar a taxa de juros em breve, o que tem causado forte movimentação na economia mundial.


EXEMPLO

Tomando como base uma conta hipotética, se uma pessoa tivesse US$ 1 em 1980, esse valor somaria US$ 3,21 em 2018.


Levando em consideração que a economia americana apresenta uma estrutura que privilegia o planejamento por longos períodos e facilita a criação de estruturas como as trusts, o investimento é uma boa opção.


Em um relatório recente, a consultoria Empiricus trouxe algumas informações sobre como investir em dólar. “Tenha em mente que estamos considerando a aplicação em dólar como uma estratégia de proteção ao patrimônio em caso de cisnes negros, como classifica Nassim Taleb, ou seja, acontecimentos inesperados que podem causar pânico no mercado e desvalorização dos ativos. O ideal é que a moeda represente em média 5% do total investido. Por exemplo, no mês de novembro de 2016, quando Trump foi eleito, o dólar foi o investimento que mais rendeu no período: 6,23%”, destacou o texto.


Para quaisquer dúvidas, entre em contato comigo através do e-mail: contato@rogercorrea.com.br


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