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Planejamento: saiba ter um impacto positivo cuidando do seu dinheiro

Atualizado: 22 de jan. de 2020

Já falamos diversas vezes sobre a importância que o planejamento financeiro pode ter na sua vida. Hoje vamos tentar mostrar o impacto real, por meio de exemplos de sucesso e de fracasso de famílias e de empresas.


Em 1990, o fundador do time de futebol americano Miami Dolphins, Joseph Robbie, faleceu. Seis anos antes, ele havia bancado com seus próprios recursos o estádio que a equipe usava nas partidas e despendeu US$ 115 milhões no empreendimento.

No entanto, sua família, por não ter planejamento eficaz, se perdeu na hora de fazer o testamento e o inventário ao se deparar com uma dívida de US$ 47 milhões em impostos imobiliários, teve que vender o estádio, praticamente pelo valor gasto em sua construção.

O grande problema é que o local teve valorização grande nos anos seguintes, chegando a ser avaliado em mais de US$ 3 bilhões. Um péssimo negócio.


De acordo com um estudo mais minucioso do caso, Joseph Robbie não ignorou completamente o planejamento imobiliário, como muitos fazem. Ele tinha um plano com um testamento e uma estrutura de confiança revogável para intervivos .


No entanto, este tipo de planejamento seria mais adequado para alguém de classe média e talvez não para um multimilionário.


Ao nomear sua esposa como principal herdeira e com a responsabilidade para administrar sua fortuna e fazer a gestão dos bens para o resto da família, Joseph deixou boa parte de seus ativos imobilizados, vinculados ao time dos Dolphins e ao estádio.


O problema era que os bens não davam renda suficiente para Elizabeth pelos quase dois anos que ela sobreviveu sem o marido. A venda causou fraturas na relação familiar.

Por outro lado, os Rockefeller pode ser considerada um exemplo de sucesso na montagem de estruturas de sucessão familiar, como o trust.


No século XIX, John D. Rockefeller iniciou uma dinastia, ao lado de seu irmão William. O grupo fundou conglomerado que tinha negócios na área bancária, de petróleo (representada pela Standard Oil) e de outras indústrias.


O grupo sobreviveu às crises do século XX e nos dias de hoje atua com investimentos financeiros e também na área imobiliária. Conforme matéria recente da revista Forbes, a família ainda possui fortuna estimada em US$ 10 bilhões.


Apesar disso, no auge de sua trajetória, o grupo chegou a ter uma riqueza projetada em US$ 30 bilhões.


Outro exemplo de grupo familiar que conseguiu acumular riqueza e fazer uma transição tranquila foram os Walton, proprietários das redes de supermercado Walmart e Sam’s Club.

Segundo estimativa da Bloomberg, a fortuna deles seria de US$ 133 bilhões. Atualmente, a empresa tem como CEO, o executivo Doug McMillon. Apesar disso, a composição do conselho administrativo possui diversos membros da família.


O fundador do grupo, Sam Walton, morreu em 1992, mas desde os anos 1980 já havia programado sua sucessão. Os projetos envolviam a expansão de investimentos e uma reestruturação acionária da companhia.


A urgência do planejamento


As histórias contadas neste texto mostram que o planejamento é algo que deve ser feito com antecedência e que seu sucesso depende diretamente da análise de diversos fatores.

Seja por meio de trusts, de seguros de vida ou de uma divisão de bens por meio de um testamento, é fundamental que essa programação aconteça o quanto antes.

No Brasil, a ideia de planejar o futuro e estabelecer condições satisfatórias de sucessão ainda esbarra em questões culturais.

É comum ouvir de muitas pessoas, que instrumentos como a divisão antecipada de bens e a contratação de um seguro de vida estariam relacionadas à morte e que por conta disso não seriam boas saídas.


Além disso, há também uma tendência por opções que oferecem menos liquidez, como a compra de imóveis.


No nosso próximo texto falaremos sobre o testamento e sua importância.


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