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Petrobras vive nova encruzilhada

Atualizado: 24 de jan. de 2020

A Petrobras vive no ano de 2018 um momento de preocupação. Com uma recuperação quase concluída, com novas práticas de governança e de mercado, a empresa viu todo o clima positivo ruir em poucos dias, após a crise dos caminhoneiros e a saída do presidente Pedro Parente.


A turbulência foi causada por interferência política do governo Michel Temer, que decidiu pela troca de comando da companhia no momentos finais da paralisação dos profissionais de transporte.

A escolha de Ivan Monteiro, que já era diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, foi bem recebida pelo mercado, que enxergou no executivo uma tentativa de continuidade do antigo comando.


No entanto, a mudança abrupta e as pressões exercidas por integrantes do governo federal acenderam o sinal amarelo, justamente pelo fato de ações como essas terem sido responsáveis pelos problemas da empresa em um passado recente.


Os desmandos e nomeações políticas tiveram como resultado investimentos equivocados – como a compra da refinaria de Pasadena – e também fomentaram um ambiente de corrupção, desvendado pela Operação Lava Jato e seus desdobramentos.


Em parte, o cenário da política de preços da Petrobras foi resolvido pelo governo, que deverá subsidiar o preço do diesel, mas por outro lado, segue com o procedimento atual nos preços da gasolina.


Na bolsa, as ações preferenciais da companhia sofreram o impacto da greve dos caminhoneiros, mas já apresentam tendência de valorização. Até a primeira quinzena de junho, o preço já se aproximava novamente dos R$ 20 observados no começo do ano.


Por outro lado, as ADRs da Petrobras, sofreram o desgaste da mudança de comando da empresa e apesar de uma leve valorização ainda estão no patamar de US$ 10 contra os US$ 18 observados em maio.


FUTURO

No horizonte da Petrobras, como não poderia ser diferente, está a eleição presidencial. Restando poucos meses para as a escolha do novo presidente da República, a situação da estatal estará presente nos debates políticos.


O líder das pesquisas, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), por meio de sua equipe econômica, já manifestou intenção de privatizar a empresa, mas impôs como condição uma cláusula de golden share, que daria poder de veto ao governo.


Por outro lado, os candidatos mais ao centro e à esquerda, como Ciro Gomes (PDT), caso melhorem nas pesquisas e demonstrem possibilidades reais de ganharem as eleições, podem afetar o desempenho das ações da companhia.

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