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Mercado bancário olha com atenção para Google e Facebook

O avanço da tecnologia já transformou a economia mundial e tudo indica que o próximo setor a passar por mudanças profundas será o dos bancos.



Os sinais dessa possibilidade são diversos, mas separamos dois deles, que representam bem essa tendência.





Em análise recente, publicada pelo Estadão, o BIS (Banco Internacional de Compensações) admitiu que se preocupa com a entrada das empresas de tecnologia no mercado bancário.

“As chamadas ‘gigantes de tecnologia’ são grandes. Elas já contam com a infraestrutura de tecnologia de informação necessária, habilidades analíticas, recursos financeiros e uma base de clientes estabelecida para corroer a participação de mercado dos bancos”, ponderou o Relatório Económico Anual da entidade, que não citou diretamente Google e Facebook, mas deixou implícita a preocupação com o avanço das gigantes.


Ainda no radar do BIS, que reúne todos os Bancos Centrais do mundo, está o início dessa mudança. “É um grupo que não inclui apenas fintechs (startups de serviços financeiros), mas, talvez mais importante, as grandes empresas de tecnologia. Estas poderiam corroer as avaliações dos operadores históricos e representar ameaças existenciais. Estamos vendo os primeiros sinais, mas podemos estar no limiar de um novo paradigma”, completou.


É justamente este ponto mencionado por Brett King, autor de diversos livros sobre bancos, em entrevista recente ao mesmo Estadão, na qual afirmou que em duas décadas metade dos bancos deve deixar de existir.   


Entre as razões apontadas para isso, na visão dele, está a disputa cada vez maior por serviços bancários que poderão ser oferecidos por empresas não-financeiras. Um exemplo dado por King foi o do Uber que nos Estados Unidos já oferece leasing de carros.


O especialista ainda acrescentou que a regulação bancária terá que priorizar a inovação e se for feita de maneira lenta devem gerar “desvantagem competitiva”.


Adaptação do mercado bancário

No Brasil, bancos como o Bradesco e o Itaú tem tentado adaptar sua forma de tocar os negócios ao modo das fintechs – operações em espaços de coworking – que são mais ágeis, possuem estrutura menor e enxergam as oportunidades do mercado com mais rapidez.


O Bradesco lançou a plataforma Next, que permite ao usuário criar conta pelo celular e darão acesso aos correntistas ao cartão de crédito e débito, para fazer compras e saques nas máquinas de autoatendimento Bradesco, rede Banco24Horas e estabelecimentos comerciais.


Já o Itaú montou uma incubadora para startups e fintechs e o espaço, chamado Cubo, que reúne 76 dessas empresas, que prestam serviços em diversas áreas.


Outras iniciativas conhecidas partem de instituições como o Banco do Brasil, que foi o primeiro a desenvolver uma plataforma de open banking (plataforma aberta) e desde 2016 tem 16 projetos em nível avançado.

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