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Dinheiro: saiba como fazer 70 mil virar 1 milhão de dólares

Atualizado: 4 de nov. de 2020

Chegamos ao final de mais um ano e entramos naquele momento em que a loucura das compras ganha corpo. Os shoppings ficam lotados, as lojas tentam atrair mais clientes, o dinheiro vai acabando e o impulso pelo consumo parece ser irresistível.



No entanto, também é hora de discutirmos o impacto positivo que as boas escolhas podem fazer com o seu planejamento financeiro. O momento é de gastar menos com consumo e mais com investimento. É de transformar o custo em oportunidade.


Lembrando que se você achar um real perdido no chão, você tem a opção de gastar esse dinheiro, ou melhor, de investir esse dinheiro e, ao longo de uma vida de 30, 40 ou 50 anos, com uma rentabilidade de 10%, isso se tornaria R$ 17,45 em 30 anos, R$ 45,26 em 40 anos e R$ 117,39 em 50 anos.


Isso em economia se chama custo de oportunidade do dinheiro ou como dizem os gringos “Lost Opportunity Cost”.


Para se ter uma ideia do quanto o consumo desenfreado pode ser negativo, de acordo com estudo feito pela SPC Brasil, no ano passado, cerca de 19,4% dos entrevistados ficaram com o nome sujo pelas dívidas feitas com a compra de presentes de fim de ano em 2015, sendo que 10,4% deles ainda se encontram nesta situação.


Dentre aqueles que sabem dizer o valor das dívidas geradas com as festas e os presentes de natal em 2015 que acabaram levando à negativação (40,6%), o montante chega a R$ 921,57, em média.


Não tenho a intenção de fazer com que você não gaste neste natal e sim que qualifique esse valor despendido.


Vamos a um exemplo! Se você espera gastar R$ 3 mil em presentes, que tal reservar um terço desse valor para um investimento?


Tomando como base uma aplicação que renda 6% ao mês, o valor de R$ 1 mil se transformaria no período de 10 anos em R$ 8,3 mil (considerando sempre uma inflação baixa). Uma soma que seria capaz de comprar muitos presentes no futuro.


Outro exemplo sobre o custo de oportunidade. Certa vez, ao conversar com um casal que havia se casado há pouco tempo, fui informado de que tinham gasto US$ 72 mil na cerimônia.


Projetando aquele valor por 40 anos, tempo relativamente considerável para uma aposentadoria, e contando com uma rentabilidade de 7%, ao final do período aquele casal teria incríveis US$ 1,078 milhão. Ou seja, a festa de casamento, por melhor que tenha sido, custou uma verdadeira fortuna, visto que uma vez gasto esse dinheiro nunca mais volta para a coluna de investimentos. Faz sentido?


Pesar os prós e os contras das escolhas financeiras é uma condição essencial para o seu planejamento financeiro funcionar. Os exemplos que citamos acima são uma mostra dessa ideia e suas consequências práticas.


A estratégia de melhorar o custo de oportunidade passa também por opções de maior liquidez, que podem oferecer mais oportunidades de investimento e que não estão sujeitas à volatilidade do mercado brasileiro.


O final do ano é uma boa oportunidade para mudar esses conceitos.


Para quaisquer dúvidas, entre em contato através do site: rogercorrea.com.br/contato

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