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Crise venezuelana também afeta países vizinhos

A decadência econômica e social da Venezuela somam custos praticamente incalculáveis para sua população. O drama, no entanto, também se espalha de forma visível para países vizinhos.


O Banco Mundial em parceria com o governo da Colômbia, divulgou recentemente um estudo que apontou serem necessários investimentos de 0,23% a 0,41% do PIB para suprir os custos com a imigração de venezuelanos.



Entre os serviços que mereceriam reforços financeiros estão a Educação, Saúde, água potável, tratamento de esgoto, empregos e questões humanitárias.


Segundo estimativas do mesmo documento, a Colômbia já recebeu mais de 1 milhão de refugiados, dos quais 820 mil foram regularizados. 


A ONU, por sua vez, já afirmou que cerca de 2 milhões de venezuelanos tenham fugido desde 2015, em meio ao agravamento da escassez de alimentos e médicos.


A chegada dessas pessoas ao país vizinho nem sempre é fácil. O relatório do Banco Mundial mostra que 40% das crianças que migram ficam sem acesso à escola, enquanto 453 mil pessoas vivem em condições precárias ou mesmo sem qualquer tipo de habitação.


O desastre cresce quando se analisam dados econômicos, já que os venezuelanos também encaram problemas para arranjar empregos em solo colombiano.


Mas o estudo também observa que, no longo prazo, a imensa migração venezuelana para a Colômbia pode gerar crescimento econômico. Os recém-chegados podem impulsionar o consumo e as receitas fiscais resultantes poderão melhorar a economia colombiana em até 0,2% do PIB.


VIOLÊNCIA

Já a migração para o Brasil também causa reflexos importantes. O Estado de Roraima, principal porta de entrada para os venezuelanos, viveu dias de tensão em setembro, quando um brasileiro e um venezuelano morreram após confronto na capital Boa Vista.


Os índices de violência também são alarmantes na Venezuela. De acordo com a ONG Observatório Venezuelano da Violência, somente em 2017, o país registrou 26.600 homicídios, o que corresponde a 89 mortos por 100 mil habitantes, mais de 15 vezes a média mundial.


Esse também acaba sendo um fator importante que estimula a fuga de milhares de pessoas.

O cenário fica ainda mais grave quando são analisados dados mais atuais da economia venezuelana. Em setembro, a inflação no país atingiu assombrosos 500.000%, destruindo qualquer possibilidade de estabilidade e desenvolvimento econômico para a população.

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