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Volatilidade das criptomoedas se mantém durante a pandemia

Desde a eclosão da crise da pandemia do covid19, o comportamento das criptomoedas permaneceu com suas principais características, como a volatilidade e a capacidade de recuperação.

O índice NYSE Bitcoin, no dia 16 de março, caiu para US$ 5.118,93 contra US$ 10.230,76 registrados apenas 10 dias antes.

Atualmente, o indicador já retornou a um patamar próximo aos US$ 11.000, mas ainda abaixo das projeções que suportavam o valor de US$ 12 mil no começo de setembro.

Para diversos analistas, a resistência ao crescimento do valor da principal criptomoeda reside no ritmo mais lento de recuperação econômica global e por vários planos de capitalização de outras moedas que foram adiados por conta da pandemia.

Por outro lado, a retomada das criptomoedas também ocorreu antes do retorno de outros tipos de investimentos, como as bolsas de valores e até mesmo do ouro, que apesar de registrar uma forte valorização nos últimos meses, também chegou a patinar no início da crise.

Em outro aspecto importante deste cenário, os fundos de criptomoedas também registraram altas significativas.

O Valor Investe trouxe recentemente a informação que o fundo Voyager, da Hashdex, teve crescimento de 127% no patrimônio líquido entre março e agosto, chegando a R$ 25 milhões.

Entre as razões para o aumento dos aportes estão o reposicionamento do portfólio dos investidores, uma aposta na retomada ainda mais rápida desse tipo de ativo frente a outras opções e ainda a manutenção da Selic em níveis mais baixos.

Essa tendência de crescimento é confirmada pelo desempenho de outros fundos, como o BLP Crypto Assets, Hashdex Criptoativos Voyager e do Vitreo Criptomoedas, todos com retornos superiores a 80% em 2020.

Por sua vez, a fragilidade de diversas moedas, somada a uma tendência de manutenção de juros baixos, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, podem fazer com que a aplicação de recursos em criptomoedas seja avaliada, mesmo com toda a volatilidade deste mercado.

Blockchain e o PIX



A pandemia do covid19 acrescentou o desafio para a economia de tornar os processos financeiros e comerciais mais ágeis, descentralizados e baratos.

A tecnologia de blockchain significa, basicamente, em um registro distribuído que visa a descentralização como medida de segurança.

São bases de registros e dados distribuídos e compartilhados que têm a função de criar um índice global para todas as transações que ocorrem em um determinado mercado.

Funciona como um livro-razão, só que de forma pública, compartilhada e universal, que cria consenso e confiança na comunicação direta entre duas partes, ou seja, sem o intermédio de terceiros.

Em linha com essa tecnologia, o Brasil terá em breve a PIX, plataforma construída pelo Banco Central para pagamentos instantâneos e que entrará em funcionamento no mês de novembro.

Segundo o BC, “além de aumentar a velocidade em que pagamentos ou transferências são feitos e recebidos, a medida tem o potencial de alavancar a competitividade e a eficiência do mercado; baixar o custo, aumentar a segurança e aprimorar a experiência dos clientes; promover a inclusão financeira e preencher uma série de lacunas existentes na cesta de instrumentos de pagamentos disponíveis atualmente à população”.

Ainda conforme a instituição, “em linha com a revolução tecnológica em curso, possibilita a inovação e o surgimento de novos modelos de negócio e a redução do custo social relacionada ao uso de instrumentos baseados em papel”.

Entre as vantagens da PIX estão a possibilidade de se usar apenas o número do celular para fazer uma transferência sem precisar recorrer a outros dados como a conta bancária, agência, CPF ou ainda o nome completo e todos os outros dados exigidos atualmente para uma transação. Isso ainda pode possibilitar que com apenas o CPF, um correntista possa sacar dinheiro em uma loja sem a necessidade de caixa eletrônico, cartão ou senha.

Esta medida deve promover uma ‘revolução’ no sistema bancário brasileiro e os bancos já estão se preparando para isso, com investimentos pesados em tecnologia. As fintechs também observam esse cenário com atenção, ampliando as aquisições de outras empresas de tecnologia e também do setor financeiro.

Por fim, o chamado open banking, também previsto para novembro, é um sistema de compartilhamento de dados, informações e serviços financeiros pelos clientes bancários em plataformas de tecnologia (somente mediante sua autorização), para que possam ter acesso a melhores taxas, prazos e serviços financeiros.

O formato está dentro de uma série de iniciativas modernizadoras do BC e tem como principal objetivo a redução das taxas de juros e uma melhor oferta de produtos financeiros nos próximos anos, com o estímulo à competição entre as instituições financeiras e um impulso às fintechs.

Para mais informações entre em contato conosco: https://www.rogercorrea.com.br/contato

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