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Financiamento bancário é coisa do passado

Atualizado: 30 de set. de 2020

Entenda os benefícios da carta de crédito



Você já pensou em um financiamento que ofereça taxas de 1,5% ao ano? E que contemple diversas vantagens como a antecipação dos valores requisitados e a obtenção de capital a um custo bastante baixo?

Justamente tudo isso pode ser garantido por meio da contratação de uma carta de crédito.

Basicamente esse instrumento é um documento que garante a utilização do valor contratado no início do financiamento. Entre os possíveis usos para esse dinheiro estão o capital de giro, a garantia imobiliária, a aquisição de bens ou serviços e ainda o pagamento de dívidas bancárias.

É importante ressaltar que para ter direito a uma carta de crédito, é necessário adquirir uma cota dentro de um consórcio. Ao longo do período do pagamento das parcelas é possível ajustar o valor da carta.

A contemplação do consórcio, por sua vez, pode ser feita por meio do sorteio ou de lances.

Sendo assim é mais comum que o sorteio seja a forma mais usada, já que mensalmente, a administradora do consórcio realiza em suas assembleias o sorteio de um ou mais consorciados.

Mas a modalidade do lance oferece vantagens mais amplas, como o lance livre, que permite ao contratante ofertar um valor equivalente ao número de parcelas que pretende antecipar, podendo em alguns casos oferecer um bem em forma de lance.

Por sua vez, no lance fixo, a administradora define uma porcentagem mínima a ser ofertada mensalmente, que corresponde um determinado número de parcelas necessárias para antecipar a contemplação.

Já o lance embutido, deixa aberta a possibilidade de se ofertar uma parte do valor da carta de crédito como lance, que geralmente varia entre 10% e 25% no valor total contratado.


ENGENHARIA FINANCEIRA


Neste momento você deve se perguntar quais são as vantagens de uma carta de crédito frente ao financiamento?

Em primeiro lugar, a contratação de uma carta de crédito não tem juros e sim uma taxa administrativa que pode variar entre 15% e 20% durante todo o período contratado.

Isso gera, em média, uma taxa adm. de 1,5% ao ano por um período de 120 meses (10 anos). Tomando como base um financiamento de R$ 5 milhões em 10 anos, isso corresponderia a R$ 750 mil ao longo de todo o período, R$ 75 mil por ano, ou R$ 6,250 por mês.

Na comparação com um financiamento tomado diretamente em um banco, que atualmente oferece juros de 1,25% ao mês, o custo desse capital chegaria a quase R$ 800 mil anuais, uma diferença e tanto.

Além disso, a carta de crédito também pode ser usada para a quitação de financiamento feito para a compra de um bem em nome do consorciado, desde que seja do mesmo tipo. Se o contemplado tinha um contrato para aquisição de imóvel só poderá quitar um financiamento de imóvel.

A grande vantagem nesse caso é a redução dos juros, já que o consórcio possui apenas a taxa de administração e está livre de juros e impostos como o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Por exemplo, se a carta de crédito contemplada é de R$ 800 mil e a dívida do financiamento é de R$ 750 mil, a dívida pode ser quitada e ainda gerar R$ 50 mil de saldo. Este valor pode ser usado para pagar os custos com a documentação do imóvel, como a escritura pública, registro e ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis), que varia de acordo com a localidade do imóvel.

SOLIDEZ E EXPANSÃO


A aquisição de uma carta de crédito é garantida por um setor de atuação sólido e que está em franca expansão.

Em dezembro de 2019, segundo o Banco Central, o Sistema de Consórcios era composto por 146 administradoras autorizadas a funcionar, das quais 138 mantinham 16.044 grupos ativos. No ano passado foram comercializadas 2,98 milhões de cotas de consórcios, alta de 15,7% em relação ao comercializado em 2018.

O relatório do BC apontou ainda que o valor total coletado em 2019 de contribuições

destinadas à aquisição de bens e ao fundo de reserva atingiu R$53,6 bilhões, um crescimento de 8,6% em comparação com o ano anterior.

A taxa de administração média em 2019 foi de 17,13%, uma alta de 0,28 p.p. em relação a 2018. Além disso, o prazo médio aumentou de 113 para 126 meses, enquanto o valor médio dos créditos aumentou de R$ 39,4 mil para R$ 45,9 mil.

Essas informações confirmam a consolidação dessa modalidade de investimento e na visão de Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), "há quase seis décadas, o Sistema de Consórcios tem sido um dos alavancadores da economia. Da adesão à contemplação, a modalidade contribui direta e indiretamente para o planejamento da produção disponibilizando créditos que impulsionam os diversos setores econômicos", destacou.

Em outro aspecto importante, o setor pode ajudar bastante na retomada da atividade econômica.

Segundo a ABAC, são mais de 500 mil créditos pendentes de utilização, possivelmente muitos desses consorciados já quitaram boa parte de suas parcelas e estão aguardando o melhor momento para aplicarem suas cartas de crédito.

Para mais informações entre em contato conosco: https://www.rogercorrea.com.br/contato

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