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Eleição fica ainda mais nebulosa

Restando menos de três meses para o registro das candidaturas, o cenário das eleições brasileiros segue mais indefinido do que nunca.

Fatos novos como a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – líder nas pesquisas – e a desistência do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa (PSB), ajudaram a deixar o quadro ainda mais nebuloso.

Figuras do meio político, muitas delas com experiência de várias eleições, admitem, privadamente, que nunca viram uma eleição com tantas incógnitas.

O principal ‘nó’ neste momento das articulações políticas é encontrar consenso para uma candidatura única de centro. O cálculo é que o campo da direita aparece forte na figura do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), enquanto a esquerda, mesmo sem Lula, tende a aderir ao projeto do ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda, Ciro Gomes (PDT-CE).


As negociações por uma chapa centrista passam por conjugar interesses do PSDB, que acredita ter no nome do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o principal aglutinador dessa tendência.


Por outro lado, o chamado ‘centrão’, formado por deputados federais de partidos como PP, DEM, Solidariedade, PRB, Podemos e Pros, entre outros, reivindica mais espaço e por representarem atualmente quase metade da Câmara Federal, possuem força para barganhar e adiar uma decisão sobre apoios a uma candidatura.


Neste cenário, a pulverização de pré-candidatos acaba sendo natural e a lista é bastante diversa, passando por nomes como o ex-presidente da Câmara, Aldo Rebelo (Solidariedade), pelo empresário Flávio Rocha (PRB), pelo atual chefe do Legislativo federal, Rodrigo Maia (DEM) e do senador Álvaro Dias (Podemos).


Ainda conforme os bastidores da política brasileira, o cenário de indefinição da chapa presidencial tem afetado até mesmo as eleições estaduais. Mesmo em locais onde governos apresentam boa avaliação, o quebra-cabeça de alianças só deve ser resolvido a poucos dias da data limite.


Como falamos no começo do texto, a possibilidade de Joaquim Barbosa disputar as eleições havia alterado parte do quadro. Em uma das pesquisas eleitorais, conduzida pelo Datafolha, Barbosa surgiu com 9% de intenções de voto. No entanto, sua desistência, ainda não totalmente esclarecida, deve expor um racha do PSB.


Os socialistas, que tentarão manter o governo de São Paulo, hoje nas mãos de Márcio França, e também o estado de Pernambuco, devem se dividir entre um apoio a Alckmin e a Ciro, principalmente no Nordeste.


Já a detenção do ex-presidente Lula deixou um dos maiores partidos do País, o PT, atordoado e dividido entre uma ala partidária que prega ir até ao fim em uma inviável candidatura do ex-presidente e outras alas que defendem um plano B, que poderia ser encampado pelo ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad ou pelo ex-governador da Bahia, Jaques Wagner.


Consolidado


Apesar de contar com uma aliança política frágil, ter à disposição pouco tempo de televisão e disparar discursos, muitas vezes extremos, o deputado Jair Bolsonaro tem apresentado bom desempenho nas pesquisas.

Com números que variam de 17% a 22%, o parlamentar, hoje, tem boas chances de chegar ao segundo turno.

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